É interessante entender como são inteligentes os planos do ego e do orgulho pra cegar as pessoas em benefício próprio.
A gente acaba observando o comportamento das pessoas mais do que o normal quando passamos por experiências analíticas (termo meu).
Comecei a me incomodar quando li um livro sobre santidade, na qual uma frase me fez refletir durante muito tempo: "Humildade é princípio de santidade."
Eu, sinceramente, nunca havia associado as coisas, até que Deus pedisse que eu olhasse para dentro. Pediu para eu me empenhar em ser mais humilde. (sim, bela bronca!)
Mas Deeeeeus, eu não sou metida!
Na verdade, quase nenhum cristão é. Extravagância em excesso é coisa para aqueles que não tiveram o coração transformado.
O problema está na falsa humildade.
Algo mecânico da carne, não é de propósito ou um problema conhecido. É orgulho embutido.
O ser humano é comparativo/competitivo por natureza.
"Ah, ele faz, porque eu não posso fazer?" ou "Aaaaah, mas fulano erra também!"
Esse é o primeiro sintoma da doença. É a fase do "orgulho".
Admitir que estamos errados perante Deus, independente dos homens e das injustiças que eles cometem é mais doloroso do que parece. Reconhecer que as pessoas ao seu redor não tem absolutamente nada a ver com seus problemas, assim como você não tem nada a ver com os delas, é mais ainda.
Um tratamento eficaz é o versículo "seja irrepreensível aos olhos dos homens".
Irrepreensível, ou seja: sem erros. Não dê motivos para falarem de você, para te repreenderem.
Quando nós olhamos as pessoas, nos comparamos tanto às qualidades quanto aos erros. E erros alheios tornam-se justificativas para os nossos erros.
Olhar pra dentro é limpar a casa, consertar as coisas sem ver se a grama do vizinho é mais verde.
Somos únicos, temos características únicas, e Deus gosta de diferencial. O comparativo torna tudo comum, e o comum é entendiante e sem valor.
Quando não tratamos o orgulho, a doença se agrava e caímos no sintoma do "ego".
O instinto de comparar agravado torna-se competitivo.
Passamos a fazer as coisas para sermos melhores do que as pessoas à quem nos comparamos, e isso nos leva à perda de identidade.
O ego gera três sentimentos: injeva, ciúmes e cobiça. Todos juntos produzem em nós a vontade de ver as pessoas humilhadas.
Ciúmes por alguém ser tão bom ou mais que você, ter o que você não tem, viver o que você gostaria de viver faz invejar a pessoa, cobiçar o que ela tem e o que ela é.
Você tenta fazer as coisas, não por si mesmo ou para Deus, mas para a pessoa. Você pára de olhar pra dentro, você passa a lutar para ser uma cópia melhorada. Você tenta mudar o exterior.
A partir de então, a vaidade alimentada pelo ego, orgulho, ciumes, inveja e cobiça começa a controlar tudo o que você faz. Até Deus torna-se alvo de sua vaidade quando não o servimos mais por amor, mas sim para mostrar o quão espiritual podemos ser.
O exterior mostra que sim. E quando olhamos para dentro, o que encontramos?
Onde está o velho coração transformado, que guiava o carater pelo amor de Jesus?
...
Jesus não invejou, não cobiçou, não teve orgulho nem tentou (ou quis provar) ser melhor que todos os que o acusavam, injustiçavam e criticavam.
Ele podia muito bem ter mostrado ao diabo e à todos os que não acreditavam que Ele era o filho de Deus o quão poderoso Ele é. Jesus é o verbo, o verbo com o qual Deus criou o universo.
Jesus sim, podia mostrar poder. ELE TEVE A CHANCE!
Mas seu coração era manso. Ele sabia que não era necessário, Ele sabia quem Ele era. Jesus foi simplesmente o que o Pai queria que Ele fosse.
Sua santidade era única, assim como a humildade e mansidão de seu coração.
Mansidão é fruto de humildade. Humildade é princípio de santidade. Santidade foi a essência de Jesus. Jesus é amor .
Faça as contas!